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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

**ICMS MT 2025 | Decreto 1.281/2025 – CFOP Interestadual Agro [Dia 4/30]**

ICMSMT #CFOPAgro #Tributos2025

**ICMS MT 2025 | Decreto 1.281/2025 – CFOP Interestadual Agro [Dia 4/30]**

Decreto nº 1.281/2025 atualizou o RICMS/MT (Dec. 2.212/2014), padronizando CFOPs para operações interestaduais do agronegócio, reduzindo autuações e melhorando rastreabilidade na NF-e. [1] Alinha com NCM, benefícios fiscais e Ajustes SINIEF recentes.

**O que mudou no Decreto 1.281/2025?**  
- Atualização de CFOPs para saídas interestaduais de grãos, fibras, proteína animal e insumos agropecuários.  
- Observações obrigatórias no campo "Informações Complementares" da NF-e.  
- Local de entrega ajustado (§27 art. 180 RICMS/MT) e assinaturas eletrônicas (SINIEF 4/23, 29/23). 

**Exemplos de CFOPs Atualizados**

| Produto            | Operação Interestadual      | CFOP Recomendado |
|--------------------|-----------------------------|------------------|
| Soja em grão       | Venda para indústria        | 6.101           |
| Milho              | Remessa para armazenagem    | 6.904           |
| Algodão em pluma   | Venda com isenção           | 6.102           |
| Gado para abate    | Venda com diferimento       | 6.949           |

*Obs.: CFOP considera benefício fiscal (isenção Anexo IV, diferimento) e destino da mercadoria.
**Observações Obrigatórias na NF-e**  
Citar Decreto 1.281/2025, benefício aplicado (ex: diferimento art. 35), número do contrato e local de entrega/armazenagem. Garante conformidade fiscal e evita glosas.

**Base Legal**  
- Decreto nº 1.281/2025 (DOE/MT 16/01/2025).  
- RICMS/MT Anexo XI (agropecuários).  
- Ajuste SINIEF 07/2005 (NF-e). 

**Fontes**: SEFAZ-MT (portal legislação); Legisweb; Diário Oficial MT. 
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🔐 Sistema Integrado + Segregação de Funções = Fraude Zero

🔐 Sistema Integrado + Segregação de Funções = Fraude Zero

Quer evitar fraudes na sua empresa? Então preste atenção nesses dois pilares:

1️⃣ Sistema Integrado (ERP)  
Quando todos os setores se comunicam — compras, estoque, financeiro, contabilidade — as brechas desaparecem. Tudo fica registrado, rastreável e transparente.

2️⃣ Nada de acúmulo de funções!  
Quem aprova não pode executar. Quem executa não pode auditar. Separar as funções é regra de ouro no controle interno.

🚫 Onde há acúmulo de funções e sistemas soltos, há risco.  
✅ Onde há integração e controle, há segurança.

💡 Dica de gestão:  
Tecnologia sem processo é só custo. Processo sem tecnologia é só papel. Juntos, são blindagem contra fraudes.

ERP #ControleInterno #Governança #Compliance #SegregaçãoDeFunções #FraudeZero #GestãoEmpresarial #IntegridadeNosNegócios

🔒 Acúmulo de funções: o atalho para a fraude silenciosa

👀 Sem segregação de funções, não há controle.  
💥 Sem controle, o risco de fraude explode.  
📉 E quando a fraude acontece, o prejuízo é financeiro, reputacional e moral.

🧩 Por que o ERP integrado ajuda a prevenir fraudes

- Rastreamento completo: Sistemas ERP registram cada etapa de um processo — quem fez, quando e o que foi feito — o que dificulta manipulações sem deixar rastros.
- Integração de áreas: Quando compras, financeiro, estoque e contabilidade estão integrados, é mais difícil esconder inconsistências.
- Alertas e auditorias automatizadas: Muitos ERPs permitem configurar alertas para transações fora do padrão e facilitam auditorias internas.

🚨 Riscos quando não há controle interno eficaz

- Acúmulo de funções: Quando um mesmo funcionário solicita, aprova e executa uma operação (como uma compra), abre-se uma brecha enorme para fraudes.
- Falta de políticas claras: Sem diretrizes corporativas, cada unidade ou colaborador pode agir de forma diferente, dificultando o controle e a responsabilização.
- Sistemas isolados (silos): Quando cada área usa um sistema diferente, a reconciliação de dados é manual e sujeita a erros ou manipulações.


Boas práticas para mitigar fraudes

- Segregação de funções: Separar quem solicita, quem aprova e quem executa.
- Política corporativa de compliance: Regras claras, treinamentos e canais de denúncia.
- Auditorias regulares: Internas e externas, com foco em processos críticos.
- Cultura organizacional ética: A tecnologia ajuda, mas a cultura é o alicerce.

🛡️ Sistema Integrado + Segregação de Funções = Fraude Zero

Fraudes corporativas não acontecem por acaso. Elas surgem onde há brechas, falta de controle e processos mal definidos. Neste artigo, você vai entender como sistemas integrados (ERP) e a segregação de funções são aliados poderosos na prevenção de fraudes.


🔗 1. Sistema Integrado (ERP): Tudo conectado, nada escondido

Um ERP (Enterprise Resource Planning) conecta todas as áreas da empresa — compras, estoque, financeiro, contabilidade — em um único sistema. Isso traz:

- Rastreamento completo: cada ação é registrada com data, hora e responsável.
- Integração de áreas: evita inconsistências e dificulta manipulações.
- Alertas e auditorias automatizadas: detectam desvios em tempo real.

🚫 2. Acúmulo de Funções: O atalho para a fraude silenciosa

Permitir que um único colaborador solicite, aprove e execute uma operação é como deixar a porta aberta para fraudes. Sem segregação de funções:

- Não há controle efetivo.
- O risco de fraude aumenta exponencialmente.
- O prejuízo pode ser financeiro, reputacional e moral.

🚨 3. Riscos de não ter controle interno eficaz

- Acúmulo de funções: brecha para fraudes.
- Falta de políticas claras: cada um age por conta própria.
- Sistemas isolados: dificultam a reconciliação e favorecem erros.


✅ 4. Boas práticas para mitigar fraudes

- Segregação de funções: quem solicita não aprova, quem aprova não executa.
- Política de compliance: regras claras, treinamentos e canais de denúncia.
- Auditorias regulares: internas e externas.
- Cultura ética: a base de tudo.

💡  Tecnologia + Processo = Segurança

> “Tecnologia sem processo é só custo.  
> Processo sem tecnologia é só papel.  
> Juntos, são blindagem contra fraudes.”


✍️ Por Ivanete Vieira Serpa
Contadora Consultiva  
📘 ivanetevieiraserpa.blogspot.com

💡 Dica de ouro:  
Implemente políticas de controle interno, use sistemas integrados (ERP) e separe as funções críticas. Segurança começa com prevenção!

Compliance #ControleInterno #ERP #Governança #Integridade #Auditoria #FraudeNão #SegurançaCorporativa

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

ICMS MT 2025 | Convênio 56/2024 – Medicamentos Isentos [Dia 3/30]O Decreto nº 1.370/2025

ICMS MT 2025 | Convênio 56/2024 – Medicamentos Isentos [Dia 3/30]

O Decreto nº 1.370/2025 incorporou ao RICMS/MT o Convênio ICMS 56/2024, que concede isenção de ICMS para medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras, especialmente os de dispensação excepcional (DMD).

Essa medida facilita o acesso a tratamentos essenciais, abrangendo importações, saídas internas e interestaduais.

💊 O que diz o Convênio 56/2024?

- Isenção total de ICMS nas operações com medicamentos listados no Anexo Único, incluindo importadoras, distribuidoras e hospitais.  
- Sem estorno de créditos de insumos na fabricação ou comercialização (Art. 123 RICMS/MT).  
- Vigência convalidada retroativamente desde janeiro/2025 até 2027.

🧬 Exemplo Prático: Elevidys para DMD

O Elevidys é um medicamento de terapia gênica indicado para a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).  
➡️ Uma importadora pode internalizar o produto com isenção total de ICMS, preservando os créditos de logística e insumos.  
➡️ Isso reduz o custo final em até 17% (alíquota interna MT), ampliando o acesso a terapias de alto custo.

⚠️ Atualização importante:  
Em julho de 2025, a Anvisa suspendeu temporariamente a comercialização, importação e uso do Elevidys no Brasil, após relatos de eventos adversos em estudos clínicos.  
Mesmo assim, o medicamento segue listado no Convênio 56/2024 e pode ser objeto de isenção, desde que respeitadas as exigências legais e sanitárias vigentes.

📌 Requisitos para Aplicação

- O medicamento deve constar no Anexo Único do Convênio 56/2024.  
- Deve haver finalidade terapêutica comprovada.  
- A empresa deve manter a documentação do beneficiário final para fins de fiscalização.

⚖️ Base Legal

- Convênio ICMS 56/2024 (CONFAZ)  
- Decreto nº 1.370/2025 (atualização do RICMS/MT)  
- Art. 123 do RICMS/MT (manutenção de créditos em isenções)
Fontes: CONFAZ; SEFAZ-MT; Diário Oficial MT; Anvisa  
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ICMSMT #MedicamentosIsentos #Tributos2025


🚀 Contabilidade 2026: Adequando o Plano de Contas e o ERP para o Regime Optativo da LC 214/2025

🚀 Contabilidade 2026: Adequando o Plano de Contas e o ERP para o Regime Optativo da LC 214/2025
Por Ivanete Vieira Serpa – Contadora Consultiva  
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🧭 Introdução

O Plano de Contas (PC) é o coração da adequação, pois ele deve refletir a segregação exigida pelo Regime Optativo, sustentando as provas fiscais (DRE por Ato Típico/Atípico) que garantirão a imunidade.
Este guia detalha a revisão e adequação do Plano de Contas para cooperativas agroindustriais, conforme a ITG 2004 e a LC 214/2025.

📊 Adequação do Plano de Contas para a LC 214/2025

A principal diretriz é a Segregação Contábil. Cada conta de Receita, Custo e Despesa deve indicar se a operação está ligada a:

- Ato Cooperativo Típico (Alíquota Zero)  
- Ato Atípico (Alíquota Cheia)

1. Ativo Circulante: Impostos e Estoques

- Impostos a Recuperar  
  - Desdobramento:  
    - 1.1.2.03.02 – CBS a Recuperar (Insumos Agro × 40%)  
    - 1.1.2.04 – Crédito Presumido a Apropriar (Produtor ≤ R$3,6M)  
  - Objetivo: controle de créditos reduzidos e comprovação da condição do cooperado

- Estoque (Geral)  
  - Desdobramento:  
    - 1.1.4.02 – Estoque Insumos (Tributados/Crédito Reduzido 60%)  
  - Objetivo: controle da alíquota efetiva de 10,6%

> 💡 O Split Payment de 2027 exigirá uma conta no Passivo Circulante para IBS/CBS retidos na fonte.

---

2. Receitas (DRE Operacional)

- Receita Bruta de Vendas  
  - 3.1.00 – Receita Bruta – Atos Típicos → Alíquota Zero  
  - 3.1.01 – Venda para Cooperado Tributado → Prova de mutualidade  
  - 3.2.00 – Receita Bruta – Atos Atípicos → Alíquota Cheia (~26,5%)  
  - 3.2.01 – Venda para Terceiros Não-Cooperados → Base do Split Payment  
  - 3.2.02 – Venda para Cooperado Isento (Varejo) → Base para Estorno de Crédito

---

3. Custos e Despesas Operacionais

- Custos (CMV/CSP):  
  - Separar CMV Típicos (Alíquota Zero) e CMV Atípicos (Tributados)

- Despesas Administrativas:  
  - Rateio proporcional à Receita Bruta  
    - 4.1.01.01 – Despesas Atos Típicos  
    - 4.1.01.02 – Despesas Atos Atípicos

4. Rateio de Sobras/Perdas

A conta deve ser mantida com registro auxiliar que comprove que os valores distribuídos são provenientes de Atos Típicos mutualísticos.

📝 Ação Imediata para o Contador Consultivo

- Criar mapa 1:1 entre contas atuais e novas (Típicas/Atípicas)  
- Ajustar parâmetros no ERP para que CFOPs alimentem corretamente as contas  
- Formalizar o critério de rateio de despesas comuns

> Essa reestruturação garante a geração da DRE segregada para comprovar a imunidade fiscal.

💻 Cronograma Tático de Implementação no ERP (2026)

FASE 1 – Diagnóstico e Decisão (Janeiro)  
1. Aplicar novo Plano de Contas  
2. Formalizar opção pelo Regime Optativo via DCTF  
3. Classificar cooperados como “Tributado” ou “Isento (≤ R$3,6M)”

FASE 2 – Parametrização Fiscal (Fev–Mar)  
4. Atualizar CFOPs e vincular a contas típicas  
5. Desenvolver motor de Crédito Presumido no ERP  
6. Parametrizar regra de estorno proporcional

FASE 3 – Processos e Testes (Abr–Jun)  
7. Treinar equipes de Faturamento, Compras e Contabilidade  
8. Rodar lançamentos paralelos com regime antigo  
9. Criar relatórios com DRE segregada

FASE 4 – Operação e Ajustes (Julho em diante)  
10. Simular impacto do Split Payment no fluxo de caixa  
11. Realizar auditorias internas trimestrais com foco em rastreabilidade

> 🎯 Foco Crítico: A parametrização entre fevereiro e março é vital. A partir de abril, as cooperativas devem estar prontas para a safra e a dupla apuração.

Reforma Tributária e Cooperativas Agroindustriais: O Detalhe do Regime Optativo (LC 214/2025)

🚜 Reforma Tributária e Cooperativas Agroindustriais: O Detalhe do Regime Optativo (LC 214/2025)

A Reforma Tributária é um divisor de águas, especialmente para o agronegócio, que possui um regime especial. As cooperativas agroindustriais e de grãos registradas na OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) ganharam um mecanismo crucial: o Regime Optativo Anual.

A nova estrutura substitui o PIS/Cofins, ICMS e ISS por:

- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços - estadual/municipal, aproximadamente 17,7%)  
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços - federal, aproximadamente 8,8%)  
- Alíquota Total Estimada: aproximadamente 26,5%

O Regime Optativo é a chave para a sobrevivência do modelo cooperativista, permitindo a manutenção da imunidade fiscal para os Atos Cooperativos Típicos.

🎯 Detalhes do Regime Optativo (ITG 2004, 2026)

Este regime se baseia na estrita separação entre o que é um Ato Cooperativo Típico (essência mutualística, com Alíquota Zero de IBS/CBS) e o que é um Ato Atípico (negócios com terceiros, tributados pela alíquota cheia).

Atos Cooperativos Típicos (Alíquota Zero IBS/CBS)

1. Cooperado → Coop  
- Fornecimento de bens/serviços pelo associado à sua cooperativa (capitalização/entrega)  
- Exemplo: Entrega de soja/milho safra 2026  
- Documentação: Contrato mutualístico + NF CFOP 5.901 + Ata assembleia

2. Coop → Cooperado  
- Fornecimento pela coop a cooperado tributado (Simples Nacional ou Lucro Presumido > R$3,6M)  
- Exemplo: Insumos (fertilizantes CFOP 5.551), armazenagem  
- Documentação: Rateio sobras sem lucro + Comprovante participação

3. Coop ↔ Coop  
- Entre singulares/federações associadas para fins sociais comuns  
- Exemplo: Beneficiamento conjunto (secagem grãos) com retorno originários; central compras sementes  
- Documentação: Acordo federação + Romaneio estoque + Prova vínculo OCB

Exclusões cruciais: Atos atípicos (vendas a terceiros), subcontratações, e cooperados sem rastreabilidade de suas operações.

💸 Regras de Créditos e Estornos (Art. 272)

O maior desafio prático é a gestão dos créditos fiscais, que agora devem ser apurados com rigoroso controle de input e output.

O cálculo básico dos créditos não-cumulativos é:

No entanto, a venda de produção a não-contribuintes (como o produtor rural pessoa física, o cooperado isento) gera a necessidade de Estorno de Crédito:

Peculiaridades do Agro:
- Insumos agro:  
  - Redução de 60% da alíquota (ex: fertilizantes: 26,5% → 10,6%)  
  - Diferimento do recolhimento até a venda da produção rural

- Produtores Rurais Pequenos (≤ R$3,6M/ano):  
  - A cooperativa recebe crédito presumido de 100% sobre a produção adquirida  
  - Condição: o cooperado deve adquirir insumos tributados na mesma cooperativa

Exemplo:  
Se a Cooperativa compra R$10M em fertilizantes (crédito R$1,06M) e vende R$4M de produção a cooperados isentos, o estorno será:  
R$4M / R$10M × R$1,06M = R$424 mil

📅 Cronograma de Transição (2026–2032): Alerta de Caixa

2026  
- IBS/CBS + ICMS/PIS paralelos  
- Dupla apuração  
- Rejeição de NF sem segregação de IBS/CBS (Teste)

2027  
- Split Payment vendas atípicas  
- Retenção imediata dos 26,5% na fonte  
- Grande perda de float e capital de giro

2028–2032  
- Redução gradual antigos  
- Gestão de estoques insumos com créditos híbridos (antigos vs. novos)

2033  
- IBS/CBS plenos  
- Decisão final: Optativa perpétua ou migração para Lucro Real/Presumido (risco)


🛑 O Risco do Split Payment

A retenção automática do imposto na fonte (Split Payment) sobre as vendas atípicas (maioria dos lucros) terá um impacto direto no capital de giro durante a safra.

Cálculo da necessidade de capital de giro adicional:  
Para uma cooperativa com R$20M/mês de faturamento (60% atípico) e prazo de 40 dias para recebimento médio:  
R$12M × 26,5% × 40/30 = R$4,24M durante a safra

📑 Provas Fiscais e Estratégia 2026

A batalha será vencida na documentação e no ERP.

Hierarquia de Provas Fiscais (LC 214 vs. Lei 5.764/71):

- Estatuto social + Inscrição OCB  
- Ata assembleia aprovando o ato específico  
- Contrato particular (cláusulas de mutualidade e rateio de sobras)  
- Contabilidade analítica (DRE segregando atos típicos x atípicos)  
- NFs rastreáveis e Extrato bancário dos repasses/rateios

🗓️ Estratégia 2026 Completa e Cronograma

- Janeiro: Diagnóstico ERP (classifique 100% das operações e inputs)  
- Fevereiro–Março: Formalize a Opção pelo regime via DCTF anual + Treine a equipe contábil na ITG 2004  
- Abril–Junho: Renegocie contratos cooperados (priorize os tributados para otimizar o crédito presumido) + Garanta linhas de crédito de giro (ABC+) de R$2–5M  
- Safra: Monitore os estornos reais vs. presumidos e implemente o rateio de sobras trimestral (ou mensal)  
- Auditoria Interna: Simule fiscalizações CARF/STJ (jurisprudência atos típicos)

Resultado Esperado

Manter 90–95% dos benefícios atuais, equiparando-se a tradings e revendas, mas exigindo uma disciplina contábil inédita.

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Por Ivanete Vieira Serpa 
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Manual Prático:Como Fazer um romaneio de produto agrícola

 
Manual Prático do Romaneio, incluindo as informações detalhadas sobre a legislação e a conformidade legal (Decreto Nº 12.709/2025), 
🚜 Manual Prático: Como Fazer um Romaneio de Produto Agrícola
Este manual orienta passo a passo a elaboração e uso do romaneio no agronegócio:
1. O que é o Romaneio?
Documento logístico que lista os itens transportados, suas características, volumes, pesos e documentos fiscais vinculados. Não é fiscal, mas é essencial para controle, rastreabilidade e fiscalização.
2. Por que é importante?
O Romaneio atua como o elo de ligação e prova entre o estoque, o transporte e a documentação fiscal.
 * Garante transparência e segurança no transporte
 * Facilita o planejamento logístico e a conferência da carga
 * Auxilia na gestão de estoques e rastreabilidade
 * Atende exigências legais e normativas
3. Tipos de Romaneio
| Tipo | Finalidade | Contexto de Uso Típico |
|---|---|---|
| Romaneio de Carga | Detalha volumes, pesos e embalagens da carga a ser transportada. | Expedição em armazém ou silo. |
| Romaneio de Entrega | Registra a entrega ao destinatário, com dados do transporte e NF-e. | Recebimento no destino (indústria, trading, porto). |
| Romaneio de Transporte | Acompanha o veículo, rota, motorista e pontos de parada. | Rotas longas e múltiplas paradas. |
| Romaneio de Colheita | Uso interno na fazenda para controle de produtividade e classificação. | Balanço de produção no campo. |
3.1 ⚖️ O Romaneio e a Legislação (Conformidade Legal)
Embora o romaneio (ou packing list) não seja um documento fiscal, ele é fundamental para processos de fiscalização e classificação de produtos:
 * Fiscalização de Produtos Vegetais: O romaneio é formalmente aceito como um documento de comprovação no processo de classificação obrigatória de produtos de origem vegetal.
   * Referência: O Decreto Nº 12.709/2025 (que regulamenta a fiscalização de produtos de origem vegetal) menciona que a classificação pode ser documentada por meio de "certificado, de planilha, de romaneio ou de outro documento que atenda às necessidades de comprovação eficaz do ato" (Art. 102).
 * Comércio Exterior (Packing List): Para cargas de importação ou exportação, o romaneio de carga (packing list) é um documento instrutivo obrigatório no Despacho Aduaneiro.
   * Referência: O Regulamento Aduaneiro e a Instrução Normativa SRF nº 680/2006 exigem o romaneio de carga, e sua ausência pode gerar multas.
Conclusão  O romaneio é a prova documental de que o que foi declarado na Nota Fiscal (NF-e) e classificado legalmente está sendo transportado e entregue, garantindo a rastreabilidade e conformidade.
4. ⚙️ Etapas para Elaborar um Romaneio (Fluxo Operacional)
 * Levantamento de Dados (Fase de Planejamento): Tipo de produto, quantidade, origem, destino, peso, classificação e dados do veículo/motorista.
 * Registro das Informações (Fase de Documentação): Preenchimento da planilha, formulário ou sistema de gestão (ERP/TMS).
 * Identificação dos Volumes (Fase de Preparação): Marcação ou numeração dos volumes (ex: número do big bag ou lote).
 * Associação com Documentos (Fase Fiscal): Vinculação clara das Notas Fiscais (NF-e), contratos e pedidos ao romaneio.
 * Emissão e Impressão (Fase de Expedição): Geração e impressão em, no mínimo, duas vias.
 * Conferência e Assinaturas (Fase de Validação): Assinatura obrigatória no carregamento e, principalmente, no momento da entrega (canhoto).
 * Arquivamento (Fase de Controle): Retorno da via assinada, registro no sistema e guarda para auditoria e rastreabilidade.
5. Dica de Ouro 💡
Utilize um sistema de gestão (ERP ou TMS) para automatizar o processo, integrar com estoque e transporte, e garantir maior eficiência, zero erro de digitação e rastreabilidade.
Checklist de Romaneio de Produto Agrícola
Use esta lista para garantir que todas as etapas do romaneio foram cumpridas corretamente:
📋 Dados Preliminares (Quem, Onde, Quando)
 * [X] Identificação completa do remetente (nome/razão social, endereço, CNPJ/CPF, contato)
 * [X] Identificação completa do destinatário (nome/razão social, endereço, CNPJ/CPF, contato)
 * [X] Dados da transportadora (nome, CNPJ, contato)
 * [X] Informações do veículo (placa, modelo) e do motorista
 * [X] Origem e destino da carga
 * [X] Data prevista de saída e chegada
📦 Detalhamento da Carga (O Quê e Quanto)
 * [X] Lista dos produtos agrícolas (ex: soja, milho, algodão)
 * [X] Quantidade e unidade de medida (toneladas, sacas, fardos)
 * [X] Peso líquido e peso bruto (total e por volume, se aplicável)
 * [X] Tipo de embalagem (granel, big bags, sacaria)
 * [X] Quantidade total de volumes
 * [X] Marcação ou numeração dos volumes
📑 Documentação Vinculada
 * [X] Relação das Notas Fiscais (NF-e) ou documentos fiscais equivalentes
 * [X] Associação com contratos, pedidos ou outros documentos relevantes
🖨️ Emissão e Impressão
 * [X] Romaneio gerado (manual, planilha ou sistema ERP/TMS)
 * [X] Impressão em pelo menos duas vias
Conferência e Assinaturas
 * [X] Conferência da carga no carregamento (equipe + motorista)
 * [X] Assinatura do romaneio no embarque
 * [X] Conferência da carga na entrega
 * [X] Assinatura do canhoto ou via do motorista no recebimento
🗂️ Finalização e Arquivamento
 * [X] Retorno do romaneio assinado à empresa remetente
 * [X] Registro no sistema de gestão
 * [X] Arquivamento para controle, auditoria e rastreabilidade
Por Ivanete Vieira Serpa - Contadora Consultiva
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ICMS MT 2025 | Convênios em Foco – Medicamentos, Calamidades e Agro [Dia 2/30]

ICMS MT 2025 | Convênios em Foco – Medicamentos, Calamidades e Agro [Dia 2/30]

O Decreto nº 1.370/2025 incorporou convênios CONFAZ estratégicos ao RICMS/MT, com efeitos retroativos a janeiro/2025.  
Hoje, destacamos três deles com impacto direto em setores essenciais: saúde, emergência e agroindústria.

📌 Convênios-Chave Atualizados

🔹 Convênio ICMS 56/2024 – Medicamentos DMD  
- Isenção total de ICMS na entrada de medicamentos para doenças raras (ex: Elevidys).  
- Sem estorno de créditos de insumos (Art. 123 RICMS/MT).  
- Benefício essencial para ampliar o acesso a tratamentos de alto custo.

🔹 Convênio ICMS 80/95 (alterado por 55/2024) – Calamidades Públicas  
- Isenção de ICMS para importações destinadas a situações de calamidade reconhecida.  
- Abrange doações e aquisições por órgãos públicos e entidades assistenciais.  
- Atualização garante agilidade em respostas emergenciais.

🔹 Convênio ICMS 195/2023 – Ativadores de Borracha Natural  
- Isenção nas operações com produtos utilizados na ativação da borracha.  
- Incentivo à cadeia produtiva da borracha no Centro-Oeste.

🧪 Aplicações Práticas

- Importadora de medicamentos pode internalizar Elevidys com isenção total e manter créditos de insumos.  
- Defesa Civil importa equipamentos e suprimentos com isenção em enchentes ou secas.  
- Cooperativas de seringueiros se beneficiam da isenção para insumos ativadores.
Fontes: SEFAZ-MT (portal legislação); CONFAZ; Legisweb (Dec. 1.370)  
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ICMSMT #Tributos2025

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domingo, 14 de dezembro de 2025

Estudos tributários [Dia 1/30]ICMS MT 2025 | Decreto 1.370/2025 – Isenções e Créditos


Estudos tributários [Dia 1/30]

ICMS MT 2025 | Decreto 1.370/2025 – Isenções e Créditos 

A literalidade do RICMS/MT exige atenção às atualizações via decretos estaduais. O Decreto nº 1.370/2025 altera o RICMS (Dec. 2.212/2014), adequando convênios CONFAZ recentes para isenções e prorrogações até 2027.
📌 Resumo Legal

Art. 5º (§11):  
Prorroga isenções gerais (ex: água canalizada via Convênio ICMS 3/2025) até 31/07/2027, convalidando a fruição desde janeiro/2025.

Convênios-chave:  
- 80/95 – Importações em situações de calamidade (alterado pelo 55/2024)  
- 56/2024 – Medicamentos para doenças raras (DMD)  
- 195/2023 – Ativadores de borracha natural

Art. 87:  
Presunção de faturamento proporcional em operações não registradas.

Art. 949-A:  
Desconsideração de atos simulados na fiscalização tributária.

🧪 Exemplo Prático

Estabelecimento importa o medicamento Elevidys (Convênio 56/2024):  
➡️ Isenção total de ICMS na entrada  
➡️ Sem estorno de créditos de insumos (Art. 123)

Setor Agro:  
➡️ Redução da base de cálculo do etanol hidratado em MT (Art. 35)  
➡️ Aplicação da alíquota interna de 17% sobre valor reduzido  
➡️ Evita a cumulatividade na cadeia produtiva


Fontes: SEFAZ-MT (Portal Legislação); Legisweb (Decreto 1.370); Marley Lima  
🔗 Acesse mais: ivanetevieiraserpa.blogspot.com  
💬 Comente sua dúvida!  
ICMSMT #Tributos2025


Mudança na abertura de empresas nota técnica 181/2025_ A nova era da contabilidade estratégica

📘 Mudanças na Abertura de Empresas
Nota Técnica 181/2025 – A Nova Era da Contabilidade Estratégica

A Nota Técnica 181/2025 transforma o processo de abertura de empresas no Brasil. O que antes era um trâmite cadastral e burocrático, agora se torna uma etapa tributária crítica, com o contador no centro das decisões.

🔄 Antes vs Agora

| Etapa | Antes | Agora |
|---|---|---|
| Emissão do CNPJ | Cadastral, rápida, sem exigência tributária | Só ocorre após a escolha do regime tributário |
| Papel do Contador | Executor de cadastros | Protagonista estratégico e responsável técnico |
| Planejamento Tributário | Pós-abertura, opcional | Pré-abertura, obrigatório |
| Tempo de Abertura | “24 horas” possível | Depende da análise tributária e validações |
| Impacto de Erros | Corrigíveis com alterações cadastrais | Podem bloquear o CNPJ ou gerar prejuízos fiscais |
🧩 Principais Mudanças

1. Escolha Obrigatória do Regime Tributário  
- Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real devem ser definidos antes da emissão do CNPJ.  
- Sem essa definição, a empresa não nasce.

2. Planejamento Tributário Antecipado  
- Análise de CNAEs e atividades  
- Estimativa de faturamento e folha  
- Comparativo entre regimes  
- Avaliação do impacto fiscal imediato

3. Aumento da Responsabilidade Técnica  
- Um erro pode:  
  - Bloquear o CNPJ  
  - Gerar carga tributária indevida  
  - Impedir o melhor enquadramento fiscal

4. Fim da Abertura “Relâmpago”  
- Mais dados, mais validações, mais análise  
- Escritórios despreparados terão lentidão e retrabalho

5. Reestruturação dos Escritórios Contábeis  
- Novo checklist de abertura  
- Questionário tributário mais completo  
- Treinamento da equipe  
- Integração com o módulo tributário da RFB

6. Quem Está Sujeito?  
- Todos os tipos de empresa, exceto o MEI  
- Receita Federal passa a validar dados antes da Junta Comercial
🎯 Conclusão: O Contador no Centro da Estratégia

A NT 181/2025 reposiciona o contador como peça-chave no nascimento das empresas. Quem se adapta:

- Ganha protagonismo  
- Agrega valor consultivo  
- Garante segurança jurídica e fiscal ao cliente
Quem não se adapta, corre o risco de travar o processo no momento mais crítico: o início da jornada empresarial.

 Por Ivanete Vieira Serpa Contadora Consultiva 
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Ivanetevieiraserpa.blogspot.com

sábado, 13 de dezembro de 2025

💚 Humildade: o solo firme da grandeza


💚 Humildade: o solo firme da grandeza

Em um mundo que valoriza conquistas, títulos e números, é fácil se perder na ilusão de que somos definidos apenas pelo quanto subimos. Mas a verdade é que, por mais alto que você chegue, é a humildade que mantém seus pés no chão e sua essência intacta.

A humildade é o lembrete silencioso das suas raízes — das pessoas que caminharam ao seu lado, das batalhas que moldaram seu coração e das lições que a vida te ensinou com coragem e dor. Ela não diminui ninguém. Pelo contrário: engrandece quem escolhe servir, aprender e reconhecer que cada conquista é fruto de esforço, oportunidade e, muitas vezes, graça.

Quando a humildade habita o peito, nenhum aplauso te corrompe. Nenhuma crítica te destrói. Ela te dá equilíbrio para não se perder no sucesso e serenidade para não se afundar nas quedas. É ela que te permite seguir em frente com sabedoria, sem jamais esquecer quem você é.

No fim das contas, o que realmente importa não é a distância percorrida, mas a maneira como você caminha. E caminhar com humildade é, sem dúvida, a forma mais bonita de honrar a sua própria história.
Por Ivanete Vieira Serpa 

⚠️ Pare de Perder Dinheiro! Como a Gestão de Passivos Tributários no Agronegócio Salva o Lucro da sua Empresa Rural.

⚠️ Pare de Perder Dinheiro! Como a Gestão de Passivos Tributários Salva o Lucro da sua Empresa Rural.

"Descubra como a gestão de passivos tributários no agronegócio pode proteger o lucro da sua empresa rural e evitar problemas com o Fisco.”

​O agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia nacional, mas mesmo setores tão produtivos e estratégicos não estão imunes a desafios — especialmente quando o assunto é gestão tributária.

​Em meio à correria das operações diárias, é comum que obrigações fiscais acabem sendo negligenciadas, o que pode gerar acúmulo de dívidas e comprometer a saúde financeira da sua empresa.

ALERTA: Um passivo não gerido pode reduzir suas margens de lucro em até 15-30% em safras ruins.

​🚨 O Risco Real do Acúmulo de Passivos Tributários

​Quando uma empresa rural deixa de cumprir suas obrigações fiscais — seja por falta de organização, desconhecimento da legislação ou mudanças no regime tributário — os débitos começam a se acumular, resultando em:

  1. Multas e Juros Elevados: Que podem superar 20% ao ano.
  2. Restrição de Crédito Rural: Impedindo novos financiamentos e negociações essenciais.
  3. Impedimento em Programas Governamentais: Como o Pronaf.
  4. Risco de Bloqueio Judicial: Execuções fiscais que podem atingir o patrimônio familiar.

​Por isso, é fundamental adotar uma postura preventiva e estratégica.

​✅ O que é Gestão de Passivos? Mais que Apagar Incêndios, é Planejamento!

​A gestão de passivos tributários é um processo técnico e legal que permite avaliar, organizar e compreender os débitos fiscais de uma empresa com base na legislação vigente. Trata-se de uma ferramenta de planejamento e regularização.

​Esse processo, conduzido por especialistas, pode incluir:

  • ​🔍 Análise de Origem: Entender como e por que os débitos surgiram.
  • ​⚖️ Alternativas Legais: Estudar parcelamentos (ex.: REFIS Agro), compensações ou transações tributárias para obter descontos.
  • ​📂 Revisão Documental: Identificar inconsistências e oportunidades de correção para evitar futuros problemas.

​- Dívidas tributárias no campo

- Consultoria contábil para produtores rurais
- Como parcelar débitos do Funrural
- Planejamento tributário no agronegócio

🌱 O Agro é Diferente: Por Que o Planejamento Tributário é Essencial como o Plano de Safra?

Empresas do agronegócio lidam com sazonalidade, variações de mercado e exigências regulatórias específicas. Planejamento tributário é, sim, tão essencial quanto o planejamento da safra.

​O setor possui particularidades fiscais complexas que exigem atenção redobrada, como:

  • Funrural
  • Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR)
  • Regimes Especiais (ex.: Recof-SpED para exportadores)

​Uma gestão eficiente garante a conformidade e protege o seu resultado final.

​📊 Exemplos de Sucesso no Agronegócio

​Veja como a gestão de passivos se traduz em resultados reais:

  • Produtor de Soja (MT): Acúmulo de Funrural gerou R$ 500 mil em débitos. Com gestão, parcelou em 200x com desconto de 90% em multas via transação tributária.
  • Cooperativa de Leite (RS): Revisão do LCDPR identificou créditos de ICMS não aproveitados, liberando R$ 200 mil para reinvestimento.
  • Fazenda de Café (SP): Regularização evitou o bloqueio de Pronaf, garantindo financiamento crucial para a colheita.

​🧭 Tomada de Decisão com Dados

​Contar com informações técnicas e atualizadas sobre a situação fiscal da empresa permite ao produtor rural tomar decisões mais seguras:

  • ​Investir com mais confiança em novas tecnologias ou expansão.
  • ​Negociar melhores condições com fornecedores e instituições financeiras.
  • ​Evitar surpresas desagradáveis com o Fisco e preservar o patrimônio familiar.

​🛠️ 3 Ações Imediatas para Começar:

  1. Monitore Mensalmente o e-CAC da Receita Federal.
  2. Atualize o LCDPR com lançamentos precisos de receitas e despesas.
  3. Consulte um contador rural para simulações de parcelamento legal.

​🤝 Conte com Apoio Especializado

​A boa notícia é que você não precisa enfrentar esse desafio sozinho. Profissionais especializados em gestão tributária, direito tributário, contabilidade rural, agronegócio, gestão empresarial podem ajudar a mapear os passivos, propor soluções e acompanhar a regularização junto aos órgãos competentes — com resultados rápidos e econômicos.
​🚨 ALERTA FINAL: A negligência fiscal é a porta de entrada para batalhas judiciais que consomem o seu tempo e capital. Evite brigas judiciais. Garanta seu lucro. A gestão de passivos tributários é a única forma de tirar sua margem do risco e da mira do Fisco
“A regularização fiscal rural é essencial para manter o acesso ao crédito e evitar bloqueios judiciais.”

Fale com especialista
Agende uma reunião para entender como funciona o processo de Gestão de Passivos e descobrir o potencial de regularização para a sua propriedade.
Por Ivanete Vieira Serpa Contadora Consultiva Ivanetevieiraserpa.blogspot.com 

Contador: O Aliado do Empresário na Reforma Tributária

Contador: O Aliado do Empresário na Reforma Tributária

O contador brasileiro vive, há anos, na lâmina de dois gumes: de um lado, a responsabilidade técnica e legal de manter as empresas em conformidade; do outro, a pressão por prazos, volume de trabalho e desvalorização da profissão. Com a chegada da Reforma Tributária, esse cenário se torna ainda mais desafiador, crítico e exigente.

A partir de 2026, entramos em um período de transição que exigirá dupla apuração tributária, novas obrigações acessórias, mudanças nos sistemas de escrituração e revisão de regimes fiscais. Tudo isso demandará planejamento, investimento e apoio técnico especializado.

Se não houver preparo, muitas empresas correm o risco de quebrar — não por falta de esforço, mas por falta de orientação adequada diante de um sistema que muda profundamente.

⚠️ O que está por vir:

- Implementação da CBS, substituindo PIS e Cofins.  
- Novos layouts e regras de escrituração digital.  
- Convivência entre o sistema atual e o novo até 2032.  
- Revisão de benefícios fiscais e regimes especiais.  
- Aumento da fiscalização eletrônica e cruzamento de dados.  
- Necessidade de atualização de sistemas e capacitação constante.

💰 Planejamento financeiro é essencial

Esse novo cenário exige mais do que adequações técnicas: exige planejamento financeiro estruturado, incluindo a projeção e reforço do capital de giro. As empresas precisarão estar preparadas para lidar com:

- Diferenças de fluxo de caixa causadas por novas formas de apuração e recolhimento;  
- Possíveis atrasos ou dificuldades operacionais durante a transição;  
- Investimentos em tecnologia, consultoria e treinamento.

Por isso, o contador consultivo se torna o principal aliado do empresário. É ele quem traduz a complexidade da reforma em ações práticas, protege o negócio de riscos e ajuda a construir um caminho sustentável.

A contabilidade não é um custo: é um pilar de sustentação. E agora, mais do que nunca, ela precisa ser valorizada.

🚨 ALERTAS IMPORTANTES:

🔴 A Reforma Tributária já começou!  
🟠 2026 marca o início da transição: prepare-se agora.  
⚠️ Empresas que não se planejarem podem enfrentar sérias dificuldades financeiras.  
🛑 A ausência de um contador aliado pode custar caro.  
✅ Planejamento tributário e capital de giro são essenciais para sobreviver e crescer.

Por Ivanete Vieira Serpa  
Contadora Consultiva  
ivanetevieiraserpa.blogspot.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

📜 A Constituição é o Limite: O Que Cada Poder Deve Respeitar

📜 A Constituição é o Limite: O Que Cada Poder Deve Respeitar

Em tempos de tensão institucional, é essencial lembrar que a Constituição Federal de 1988 é o pacto supremo que organiza o Estado brasileiro, protege os direitos fundamentais e garante a democracia. Nenhum Poder está acima dela — nem o Executivo, nem o Legislativo, nem o Judiciário.
⚖️ O STF: Guardião da Constituição, Não Legislador
O Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o art. 102 da CF/88, é o guardião da Constituição. Ele:
- Julga ações de inconstitucionalidade;
- Interpreta a Constituição;
- Garante os direitos fundamentais.

Mas o STF não pode criar ou alterar leis. Isso é função exclusiva do Congresso Nacional. Quando o STF interpreta uma lei ou declara sua inconstitucionalidade, ele está exercendo controle de constitucionalidade — não legislando. O ativismo judicial só se torna um problema quando ultrapassa os limites da Constituição.

🏛️ O Congresso Nacional: Legislador, Não Juiz
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, juntos, formam o Congresso Nacional. Segundo os arts. 44 a 75 da CF/88, suas funções são:
- Criar, alterar e revogar leis;
- Fiscalizar o Executivo;
- Aprovar o orçamento e emendas constitucionais.

Mas o Congresso não pode interferir no Judiciário nem legislar contra cláusulas pétreas (art. 60, §4º), como:
- A separação dos Poderes;
- O voto direto e secreto;
- Os direitos e garantias individuais.

🛡️ Direitos Fundamentais: O Coração da Constituição

A Constituição garante, entre outros, os seguintes direitos (arts. 5º a 17):

- Direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade (Art. 5º): base dos direitos individuais e coletivos;
- Liberdade de expressão e de imprensa (Art. 5º, IV e IX): direito de se manifestar livremente;
- Liberdade religiosa (Art. 5º, VI): proteção à crença e ao culto;
- Direito à educação (Art. 6º e 205): direito social e dever do Estado;
- Direito à saúde (Art. 6º e 196): direito universal e gratuito;
- Direito ao trabalho e à previdência (Art. 6º, 7º e 201): proteção ao trabalhador e à aposentadoria;
- Direito à moradia e ao transporte (Art. 6º): direitos sociais fundamentais;
- Liberdade de associação e reunião (Art. 5º, XVI a XXI): direito de se organizar e protestar;
- Direitos políticos (Art. 14): votar e ser votado;
- Proteção à honra, imagem e privacidade (Art. 5º, X): direito à indenização por danos.

🚨 Quando os Poderes Não se Respeitam

Quando o STF e o Congresso ultrapassam seus limites:
- Surge uma crise institucional;
- Há risco de paralisia, insegurança jurídica e autoritarismo;
- A Constituição é desrespeitada, e a democracia enfraquece.
Conclusão: A Constituição é do Povo — e o Poder Também

A Constituição Federal de 1988 não pertence a um Poder específico — ela pertence ao povo brasileiro. Seus artigos garantem os direitos fundamentais de cada cidadão e estabelecem os limites de atuação do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

O STF, como guardião da Constituição, deve agir com imparcialidade, responsabilidade e respeito aos limites constitucionais, jamais se sobrepondo à vontade soberana expressa nas leis aprovadas pelo Congresso Nacional.

O Congresso, por sua vez, deve legislar com base no interesse público, respeitando os direitos fundamentais e os princípios democráticos que não podem ser alterados nem por emenda constitucional.
Mas, acima de tudo, o poder emana do povo, como afirma o artigo 1º, parágrafo único da Constituição:

> “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Portanto, o respeito à Constituição é o respeito ao povo brasileiro. Quando qualquer Poder a ignora ou distorce, não está apenas violando um texto legal — está rasgando o pacto democrático que nos une como Nação.

Que cada Poder cumpra seu papel. Que o STF guarde a Constituição. Que o Congresso represente a vontade popular. E que o povo brasileiro nunca abra mão de sua soberania.

Por Ivanete Vieira Serpa Contadora Consultiva Ivanetevieiraserpa.blogspot.com 

Retratando a política corporativa numa demissão."O preço de não se calar no mundo corporativo


Retratando a política corporativa numa demissão.
"O preço de não se calar no mundo corporativo
 
"Ninguém é demitido por incompetência.  
É por política. 📝😌 #atenção

▪ (texto da Internet / muito relevante)

Quase nunca alguém sai porque 'não entrega'.  
Sai porque perdeu espaço, perdeu proteção ou incomodou a pessoa errada.

Incompetente mesmo costuma ficar.  
Faz amizade, ri das piadas certas, concorda rápido e nunca ameaça ninguém.  
Esse aprende a sobreviver.

Já o competente que faz pergunta demais, aponta erro demais ou conserta o que alguém maior deveria ter feito...  
Vira problema.  
Não técnico. Político.

A demissão vem com rótulo educado.

Nunca vem 'mexeu onde não devia'.

O humor involuntário é ver o discurso sobre alta performance convivendo bem com esse teatro.  
Resultado importa... desde que não exponha ninguém.

No fim, não ganha quem entrega mais.  
Ganha quem incomoda menos.

Agora seja honesto:  
Você já viu alguém muito bom sair 'do nada'...  
Enquanto gente fraca seguia firme e promovida?"
(Pra refletir...)  

Texto extraído da internet, compartilhado no LinkedIn.  
Porque às vezes, tudo que precisamos é colocar pra fora o que sempre sentimos — sem alarde, só pra lavar a alma.

Ivanete Vieira Serpa  
Contadora Consultiva  
ivanetevieiraserpa.blogspot.com

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Plano Estratégico Definitivo e Checklist de Gestão. Como Zerar o IRPF-M com a Lei 15.270/2025


🏆 Plano Estratégico Definitivo e Checklist de Gestão

Como Zerar o IRPF-M com a Lei 15.270/2025

Este plano robusto e detalhado tem como meta minimizar o IRPF-M (Imposto de Renda da Pessoa Física – Majorado) a partir de 2026 e maximizar o Redutor via Pessoa Jurídica (PJ). Ações urgentes devem ser executadas até 31/12/2025 para garantir isenções pré-reforma.
🧭 Etapa 0 – Do Zero ao IRPF-M: Entenda Antes de Agir
📅 Prazo: Imediato  
🎯 Objetivo: Compreender o IRPF-M (tributação mínima 0–10% base ampla >R$600k/ano), gatilhos, Redutor e ECD.

Ações Estratégicas

- Entender o IRPF-M: imposto adicional criado pela Lei 15.270/2025, válido a partir de 2026.
- Identificar os gatilhos de incidência:
  - Base PF anual acima de R$ 600 mil.
  - Efetiva PJ inferior a 34%.
  - Dividendos acima de R$ 50 mil/mês (tributados em 10%).
- Compreender o papel da PJ na mitigação:
  - Otimizar o Lucro Contábil.
  - Usar a ECD como prova da carga tributária real.
  - Distribuir lucros acumulados até 2025 com isenção até 2028.
- Conhecer o Redutor:
  - Crédito fiscal que reduz o IRPF-M quando a carga total (PJ + PF) ultrapassa 34%.
- Excluídos da base: LCI, LCA, CRI, CRA, FIIs (≥100 cotistas bolsa), poupança, heranças, indenizações, invalidez.

Checklist

| Ação | Status |
|------|--------|
| Entender conceito/objetivo IRPF-M + gatilhos (Base PF >R$600k, Efetiva PJ <34%, dividendos >R$50k/mês 10%) | ☐ |
| Identificar rendimentos excluíveis (FIIs, LCI, LCA, CRI, CRA, PLR) | ☐ |
| Compreender papel PJ (Lucro Contábil, ECD, distribuição 2025 isenta até 2028) | ☐ |
| Estudar Redutor (crédito >34% carga total) | ☐ |
| Reconhecer ECD como prova oficial | ☐ |

🔍 Etapa 1 – Diagnóstico e Risco: O Mapeamento Fiscal
📅 Prazo: até 15/12/2025  
🎯 Objetivo: Estabelecer a base de cálculo futura da PF e identificar a Efetiva PJ atual.

Ações Estratégicas

- Calcular Base PF 2026 (tributáveis + isentos + dividendos).
- Verificar se ultrapassa R$ 600 mil (aciona IRPF-M).
- Mapear rendimentos excluíveis.
- Extrair DRE e calcular Efetiva PJ = (IRPJ + CSLL) ÷ Lucro Contábil.
- Elaborar Balanço Intermediário com lucros acumulados até 31/12/2025.
- Deliberar formalmente a distribuição até 20/12/2025.
- Avaliar risco de DDL reversa (reclassificação de despesas como lucros).

Checklist

| Ação | Status |
|------|--------|
| Calcular Base PF 2026 | ☐ |
| Mapear rendimentos excluíveis | ☐ |
| Calcular Efetiva PJ | ☐ |
| Elaborar Balanço Intermediário | ☐ |
| Planejar distribuição formal até 20/12 | ☐ |
| Avaliar risco DDL reversa | ☐ |

Riscos e Contingências

| Risco | Medida Preventiva |
|-------|-------------------|
| Mudanças legislativas/ADIs | Monitorar RFB/STJ |
| Reclassificações contestadas | Notas explicativas ECD |
| Autuações por subfaturamento da Efetiva PJ | Auditoria externa anual |

📈 Etapa 2 – Otimize o Lucro Contábil
📅 Prazo: até 31/12/2025  
🎯 Objetivo: Elevar o Lucro Contábil de 2025 para reduzir a Efetiva PJ e ampliar o Redutor.

Ações Estratégicas

- Reverter provisões excessivas (férias, 13º, contingências).
- Reclassificar despesas como ativos (imobilizado/intangível).
- Ajustar estoques para reduzir CPV e elevar lucro bruto.
- Antecipar receitas via balanços intermediários.

Checklist

| Ação | Status |
|------|--------|
| Reverter provisões excessivas | ☐ |
| Reclassificar despesas como ativos | ☐ |
| Ajustar estoques para reduzir CPV | ☐ |
| Antecipar receitas via balanços intermediários | ☐ |
🧾 Verificação Técnica da ECD 2025 – A Prova do Redutor

📌 A ECD é a única prova aceita pela Receita Federal para comprovar a Efetiva PJ usada no cálculo do Redutor. Deve ser preparada com rigor técnico e alinhamento contábil.

| Item | O que verificar na ECD 2025 | Status |
|------|-----------------------------|--------|
| Lucro Contábil | Está corretamente apurado no Livro Diário e no Balanço? | ☐ |
| IRPJ e CSLL | Estão lançados como despesas no resultado do exercício? | ☐ |
| Plano de Contas | Está padronizado e compatível com o SPED? | ☐ |
| Lançamentos de reversões | Estão corretamente escrituradas? | ☐ |
| Reclassificações patrimoniais | Estão documentadas com notas explicativas? | ☐ |
| Balanços intermediários | Foram incluídos como demonstrações auxiliares? | ☐ |
| Assinatura digital | Certificado válido do contador e da empresa? | ☐ |

🛡️ Etapa 3 – Formalize, Governe e Proteja
📅 Prazo: até 20/12/2025  
🎯 Objetivo: Garantir suporte jurídico e societário para as decisões contábeis.

Ações Estratégicas

- Realizar assembleia ou reunião de sócios com ata registrada.
- Recalcular o pro labore para 2026 visando a menor alíquota marginal (0% a 27,5%).
- Atualizar cláusulas do contrato social.
- Criar dossiê de preços de transferência internos.
- Capacitar equipe sobre legislação e fluxos internos.

Checklist

| Ação | Status |
|------|--------|
| Realizar assembleia com ata registrada | ☐ |
| Recalcular pro labore para 2026 | ☐ |
| Atualizar cláusulas do contrato social | ☐ |
| Criar dossiê de preços de transferência internos | ☐ |
| Capacitação interna (legislação + fluxos) | ☐ |
📊 Etapa 4 – Simule e Valide o Redutor
📅 Prazo: até 31/12/2025  
🎯 Objetivo: Transformar a otimização contábil em economia fiscal comprovada.

Ações Estratégicas

- Simular IRPF-M com Efetiva PJ de 28% e 34%.
- Calcular Redutor gerado e IRPF-M líquido.
- Simular cenário de distribuição isenta (lucros 2025).
- Projetar fluxo de caixa 2026 com retenção de 10% sobre dividendos.

Checklist

| Ação | Status |
|------|--------|
| Simular IRPF-M com diferentes Efetivas PJ | ☐ |
| Calcular Redutor e IRPF-M líquido | ☐ |
| Simular cenário de distribuição isenta | ☐ |
| Projetar fluxo de caixa 2026 com retenção de 10% | ☐ |

Tabela de Cenários

| Cenário | Base PF (R$) | Efetiva PJ (%) | IRPF-M Bruto (R$) | Redutor (R$) | IRPF-M Líquido (R$) |
|---------|--------------|----------------|-------------------|--------------|---------------------|
| Otimização Avançada | 900.000 | 28% | 50.000 | 28.000 | 22.000 |
| Distribuição Isenta (Lucro 2025) | 0 | 0% | 0 | 0 | 0 |
| Extremo: R$1,5M | 1.500.000 | 32% | 150.000 | 60.000 | 90.000 |

📄 Documentos Comprobatórios – Isenção de Lucros 2025
Para garantir a isenção dos lucros acumulados até 31/12/2025 (com distribuição até 2028), é essencial manter documentação robusta e válida, conforme o art. 320 do Código Civil.

| Documento | Elementos Essenciais | Finalidade |
|---------------------|---------------------------------------------------------------------------------------|-------------------------------------|
| Ata de Assembleia | Data ≤ 31/12/2025, deliberação sobre distribuição de lucros até 2025, valores e sócios beneficiários | Prova formal da deliberação societária |
| Comprovante Bancário | Extrato, DOC, TED ou PIX da PJ para a PF, com identificação clara do beneficiário | Prova material da transferência |
| Recibo Válido (art. 320 CC) | CPF/CNPJ das partes, valor numérico e por extenso, data/local, causa específica (“lucros 2025 – Lei 15.270”), quitação plena, assinatura do recebedor | Quitação formal e específica da distribuição |

📌 Todos os documentos devem ser digitalizados, organizados em dossiê e mantidos por no mínimo 5 anos.  
📌 Recomenda-se auditoria externa ou revisão contábil independente para validar os registros.

Etapa 5 – Monitore e Ajuste com Precisão
📅 A partir de 2026  
🎯 Objetivo: Manter a Efetiva PJ na meta e garantir compliance contínuo.

Ações Estratégicas

- Reavaliar a DRE mensalmente para manter a Efetiva PJ abaixo de 28%.
- Aplicar corretamente a nova tabela do IRPF e a retenção de 10% sobre dividendos.
- Apurar o IRPF-M na DIRPF 2027 com base na ECD 2025.
- Vincular a ECD como prova da Efetiva PJ e do Redutor.
- Acompanhar ADIs, decisões judiciais e Mandados de Segurança sobre a tributação de dividendos.

Checklist

| Ação                                                                 | Status |
|----------------------------------------------------------------------|--------|
| Reavaliar DRE mensalmente                                           | ☐      |
| Aplicar nova tabela do IRPF e retenção de 10%                       | ☐      |
| Apurar IRPF-M na DIRPF 2027                                         | ☐      |
| Vincular ECD como prova da Efetiva PJ                               | ☐      |
| Monitorar ADIs e Mandados de Segurança                              | ☐      |

🧩 Conclusão – Da Estratégia à Blindagem Fiscal

O IRPF-M representa uma mudança profunda na lógica da tributação da pessoa física no Brasil. A Lei 15.270/2025 não apenas introduz um novo imposto, mas redefine o papel da Pessoa Jurídica como instrumento de planejamento fiscal legítimo — desde que bem estruturado, documentado e comprovado.

Este plano estratégico foi desenhado para:

- Antecipar os efeitos da reforma com inteligência e segurança;
- Blindar os lucros acumulados até 2025 com isenção garantida até 2028;
- Reduzir ou zerar o IRPF-M por meio da Efetiva PJ e do Redutor;
- Transformar a contabilidade em ferramenta de defesa e geração de caixa;
- Elevar o nível de governança, conformidade e previsibilidade tributária.

📌 A janela de oportunidade se fecha em 31 de dezembro de 2025.  
📌 A execução exige ação coordenada entre contabilidade, jurídico e gestão.  
📌 A prova da estratégia está na ECD 2025 — ela é o escudo e o espelho da sua inteligência fiscal.

Este não é apenas um plano de compliance. É um plano de liderança tributária.


Por Ivanete Vieira Serpa Contadora Consultiva Ivanetevieiraserpa.blogspot.com 
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Artigo: Domine o IRPF-M – Otimizando o Imposto de Renda com a Lei 15.270/2025A nova realidade fiscal trazida pela Lei 15.270/2025

Artigo 
📘 Domine o IRPF-M – Otimizando o Imposto de Renda com a Lei 15.270/2025

A nova realidade fiscal trazida pela Lei 15.270/2025 exige uma reestruturação imediata no seu planejamento financeiro e empresarial. Profissionais e empresários com rendimentos elevados (acima de R$ 600 mil) serão impactados pelo IRPF-M (Imposto de Renda da Pessoa Física – Majorado).

Este artigo apresenta um Plano Estratégico em 5 Etapas, focado em minimizar o IRPF-M a partir de 2026 e maximizar o Redutor via Pessoa Jurídica (PJ), aproveitando as janelas fiscais de 2025.

📅 Ação Urgente: Prioridade Máxima até 31/12/2025

A janela de isenção para lucros acumulados de 2025 se encerra. A distribuição desses lucros deve ser priorizada para evitar a nova tributação.

1. 🔍 Diagnóstico e Análise de Risco (Até 15/12/2025)

Antes de agir, é crucial entender seu potencial impacto:

| Item                  | Descrição                                                                                                                                       | Ação Estratégica                                                                                   |
|-----------------------|--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------|-----------------------------------------------------------------------------------------------------|
| Projeção da Base PF | Calcule a soma de Rendimentos Tributáveis + Isentos + Dividendos para 2026. Se > R$ 600.000, o IRPF-M será acionado.                            | Alíquota IRPF-M = 10% × (Base – 600.000) ÷ 600.000                                                  |
| Alíquota Efetiva PJ | Extraia a Demonstração do Resultado (DRE) para calcular o Lucro Contábil (antes de IRPJ/CSLL).                                                  | Efetiva PJ = (IRPJ + CSLL) ÷ Lucro Contábil × 100                                                   |
| Reservas Acumuladas | Identifique e planeje a Distribuição Máxima das reservas de lucros geradas até 31/12/2025. São isentas da nova tributação se distribuídas até 2028. | Prioridade zero para isenção pré-reforma.                                                          |            

2. 📈 Otimização Contábil: A Chave para o Redutor (Até 31/12/2025)

O objetivo é reduzir a Alíquota Efetiva PJ através do aumento do Lucro Contábil, o que potencializa o Redutor do IRPF-M:

| Objetivo Contábil | Ação Específica | Impacto no IRPF-M |
|------------------------|-------------------------------------------------------------------------------------------------------|------------------------------------------------------------------------------------|
| Elevar Lucro | Reverta provisões excessivas (contingências, depreciação) para liberar recursos para o lucro. | Aumenta o Lucro Contábil, diminuindo a Efetiva PJ. |
| Postergar Custos | Reclassifique despesas operacionais em investimentos (Ativo Imobilizado/Intangível). | Aumenta o Lucro do exercício corrente (2025). |
| Antecipar Receita | Use Balanços Intermediários/de Suspensão para registrar receitas no exercício atual (2025). | Valida a base para distribuição isenta de 2025 e aumenta o Lucro Contábil. |
| Preparar a ECD | Garanta que a Escrituração Contábil Digital (ECD) de 2025 reflita a nova Efetiva PJ (ex.: 28%). | Comprovação obrigatória para aplicação do Redutor na DIRPF 2027. |

3. 🛡️ Planejamento Societário e Compliance (Até 20/12/2025)

Estruture a relação entre PF e PJ para maior eficiência fiscal e proteção:
- Migração de Rendimentos: Direcione rendimentos de alto valor da PF para a PJ ou holdings.
- Atualização Contratual: Revise o Contrato Social para permitir deliberações mais ágeis sobre lucros.
- Pro Labore Otimizado: Ajuste o valor para a faixa de isenção ou menor alíquota do IRPF.
- Evite DDL (Distribuição Disfarçada de Lucros): Documente rigorosamente todas as operações entre sócios e PJ.

4. 📊 Simulações Financeiras: O Poder do Redutor (Até 31/12/2025)

A otimização do Lucro Contábil se traduz diretamente em um Redutor maior para compensar o IRPF-M.  
O Redutor funciona como um crédito fiscal quando a carga tributária total (PJ + PF) ultrapassa 34%:

| Cenário (Base PF R$ 900.000) | Efetiva PJ (%) | IRPF-M Bruto (R$) | Redutor (R$) | IRPF-M Líquido (R$) |
|------------------------------|----------------|-------------------|--------------|---------------------|
| Sem Otimização               | 34             | 50.000            | 0            | 50.000              |
| Otimização Avançada         | 28             | 50.000            | 28.000       | 22.000              |
| Distribuição 2025 (Isento)  | N/A            | 0             | 0        | 0               |

> 💡 Meta: Atingir uma Efetiva PJ baixa o suficiente para que o Redutor zere ou minimize o IRPF-M Líquido.

5. ✅ Execução e Monitoramento (2026 em Diante)

A manutenção do plano exige controle contínuo:

- Controle Mensal:
  - Aplique a nova tabela do IRPF (isenção até R$ 5.000).
  - Monitore a DRE para manter a Efetiva PJ abaixo de 28%.

- Controle Anual:
  - Na DIRPF 2027 (ano-base 2026), apure o IRPF-M e aplique o Redutor.
  - Vincule a ECD como comprovação da Efetiva PJ.

- Acompanhamento Fiscal:
  - Mantenha diálogo com seu contador para ajustes mensais.
  - Acompanhe decisões judiciais sobre tributação de dividendos.

🧾 Conclusão

O sucesso neste novo ambiente fiscal depende de ação imediata e documentada.  
A otimização contábil para reduzir a Efetiva PJ é o caminho mais eficaz para utilizar o Redutor e anular os efeitos do IRPF-M.  
Não perca a janela de isenção de 2025.

> Procure imediatamente seu contador e consultor tributário para implementar estas ações.
Por Ivanete Vieira Serpa  
Contadora Consultiva  
ivanetevieiraserpa.blogspot.com

Análise do Cenário: Inclusão de CBS e IBS na Base do ICMS




🔍 Análise do Cenário: Inclusão de CBS e IBS na Base do ICMS

⚠️ 1. Efeito Cascata Tributário
- A inclusão de CBS e IBS na base do ICMS significa que o ICMS será calculado sobre um valor que já contém outros tributos.
- Isso aumenta o custo final da operação, especialmente em setores com margens apertadas como varejo, alimentos e serviços essenciais.
- Exemplo: Se uma empresa vende um produto por R$ 1.000, com CBS + IBS de 26,5%, o ICMS será calculado sobre R$ 1.265,00, elevando a carga tributária total.

🏭 2. Impacto por Setor

| Setor | Impacto Potencial | Observações |
|----------------------|-------------------|------------------------------------------------------------------------------|
| Comércio varejista | Alto | Margens reduzidas, repasse ao consumidor pode ser limitado |
| Indústria | Moderado | Pode compensar via créditos, mas depende da cadeia |
| Serviços | Alto | Menor possibilidade de crédito, maior efeito cascata |
| Agronegócio | Variável | Depende da cadeia e exportações (que podem ser desoneradas) |
| Saúde e educação | Alto | Setores sensíveis, com impacto direto no consumidor final |

⚖️ 3. Risco Jurídico e Planejamento
- Empresas podem judicializar a inclusão dos novos tributos na base do ICMS.
- É essencial revisar contratos, precificação e estrutura fiscal.
- O PLP 16/2025 propõe proibir essa inclusão, o que pode alterar o cenário.

📉 4. Arrecadação e Pressão dos Estados
- Estados temem perda de arrecadação se a base do ICMS for reduzida.
- Se São Paulo aderir à inclusão, isso pode consolidar a prática nacionalmente.

📆 5. Cronograma e Estratégia Empresarial

| Ano | Ação Tributária | Estratégia recomendada |
|---------|------------------------------------------|-------------------------------------------------|
| 2026 | Testes com alíquotas simbólicas | Simular impactos, ajustar sistemas |
| 2027 | Substituição de PIS/Cofins por CBS | Revisar créditos e obrigações |
| 2029-32 | Transição gradual para IBS | Planejar precificação e repasse |
| 2033 | Extinção de ICMS e ISS | Reestruturar operações e compliance |


✅ ---Recomendações para Empresas
- 📊 Simule cenários com e sem ICMS na base para entender o impacto real.
- 🧾 Atualize sistemas fiscais para emissão correta de documentos com destaque de IBS/CBS.
- 📚 Capacite sua equipe contábil e fiscal sobre as novas regras e leiautes.
- 👩‍⚖️ Consulte especialistas jurídicos para avaliar riscos de judicialização.
- 🏛️ Acompanhe o PLP 16/2025 e outras normas que podem alterar o cenário.

🧮 Como Simular os Cálculos de IBS e CBS
🔹 1. Defina os Parâmetros da Operação
- Valor da operação (sem tributos): R$ 1.000,00  
- Alíquota da CBS: 8,8%  
- Alíquota da IBS: 17,7%  
- Alíquota do ICMS (MT): 17%  

🔸 2. Simulação COM ICMS na Base (Cálculo Direto)

Fórmulas:
- IBS + CBS = Valor da operação × Alíquota total  
- Base ICMS = Valor da operação + IBS + CBS  
- ICMS = Base ICMS × Alíquota ICMS  

Exemplo:
- IBS + CBS = R$ 1.000 × 26,5% = R$ 265,00  
- Base ICMS = R$ 1.000 + R$ 265 = R$ 1.265,00  
- ICMS = R$ 1.265 × 17% = R$ 215,05  

🔸 3. Simulação SEM ICMS na Base (Base Líquida)

Fórmulas:
- Base líquida = Valor da operação ÷ (1 + Alíquota ICMS)  
- IBS + CBS = Base líquida × Alíquota total  
- ICMS = Valor da operação − Base líquida  

Exemplo:
- Base líquida = R$ 1.000 ÷ 1,17 ≈ R$ 854,70  
- IBS + CBS = R$ 854,70 × 26,5% ≈ R$ 226,49  
- ICMS = R$ 1.000 − R$ 854,70 = R$ 145,30  

🔸 4. Simulação para Operação Interestadual (Fora de MT)

Considerações:
- Pode haver partilha do IBS entre origem e destino  
- Alíquota do ICMS interestadual pode ser 12% ou 7%  

Exemplo com ICMS de 12%:
- Base líquida = R$ 1.000 ÷ 1,12 ≈ R$ 892,86  
- IBS + CBS = R$ 892,86 × 26,5% ≈ R$ 236,61  
- ICMS = R$ 1.000 × 12% = R$ 120,00  

Dica Prática
Monte uma planilha com os seguintes campos:
- Valor da operação  
- Alíquota de ICMS  
- Alíquota de IBS e CBS  
- Base líquida (se aplicável)  
- IBS + CBS calculado  
- ICMS calculado  
- Total com tributos  
Por Ivanete Vieira Serpa – Contadora Consultiva  
Acesse: ivanetevieiraserpa.blogspot.com

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